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terça-feira, 8 de março de 2011

Reflexões sobre empreender...

Depois de alguns meses ausentes, retomo meu blog! E antes de publicar o vídeo que estou preparando de retrospectiva do ano de 2010 (está em produção e em breve estará disponível aqui!) queria compartilhar com vocês minha "nova visão" sobre empreender.

Neste mais de um ano trabalhando em uma empresa focada em inovação e empreendedorismo aprendi coisas que fizeram mudar minha forma de ver a vida. Também passei por algumas mudanças pessoais significativas que com certeza contribuíram para que esse aprendizado fosse ainda mais intenso.

Cheguei a essa "nova visão" há uns 2 meses atrás, quando assisti o filme "The Social Network" (sobre a criação do Facebook). Sem tirar os méritos do filme, que é excelente e mostra o que é empreender na prática, lembro bem que quando terminei de assistir o filme eu parei e pensei: "É isso? Esse é o grande Mark Zuckerberg que todos utilizam como exemplo de empreendedor?" E desde então, quando escuto falar do Mark e do seu grande feito, não sinto admiração por ele como sinto por outros empreendedores. O Facebook é uma ideia fenomenal, é um sucesso e admiro a inteligência da pessoa que foi capaz de criar essa rede social. O que não admiro é o perfil de empreendedor que normalmente utilizamos como exemplo em nosso cotidiano.

A partir disso, concluí que existem diferentes perfis de empreendedores e que precisamos tomar cuidado quando escutamos exemplos e os utilizamos como referência para nossas vidas. E quando digo que existem perfis diferentes não estou falando de diferenças como empreendedor empresarial e social, por exemplo, mas sim diferenças na forma de empreender.

Até o momento, consegui identificar 3 perfis de empreendedores, considerando pessoas que tive a oportunidade de conhecer de uma forma mais profunda (seja por convivência ou pela mídia):

- Empreendedor "estilo Mark Zuckerberg": é o tipo de empreendedor que sabe o que quer e faz o que estiver ao seu alcance para alcançar seus sonhos, assim como os outros. Porém, trabalha de acordo às suas vontades, sem pensar muito em como isso irá impactar a vida das pessoas que estão ao seu redor. Se tiver que enfrentar problemas de relacionamento ou até enfrentar a justiça fará sem nenhum problema, e inclusive acho que esse tipo de situação o motiva mais a empreender;
- Empreendedor "estilo Iván Vera" (fundador da empresa onde trabalho hoje): é uma pessoa que tem sonhos e sabe que enfrentará problemas para transformá-los em realidade, mas que não acredita que brigar com o mundo seja a única forma de ganhar mercado e criar seus projetos. É uma pessoa que valoriza as relações sociais sempre, colocando-as em primeiro lugar porque considera que a rede de contatos é o bem mais valioso que um ser humano pode ter;
- Intra-empreendedor: é uma pessoa que gosta de criar coisas novas, mas que não quer necessariamente criar uma empresa nova. Ela se sente feliz por trabalhar na empresa onde está, tem espaço para inovar e se sente realizada por isso. Enfrenta os mesmos desafios que os outros dois perfis de empreendedores e também precisa resolver os problemas para poder criar novos negócios, porém o faz dentro da empresa.

Por ser uma empreendedora, chegar a essa conclusão me deu um alívio imenso! Digo isso porque a visão que eu tinha antes era do "estilo Mark Zuckerberg". Até ano passado eu pensava que se não fosse alguém capaz de virar o mundo de ponta cabeça eu não seria uma empreendedora por completo. Hoje, eu me sinto mais motivada e animada por ver que me identifico mais nos outros dois perfis e que posso, sim, empreender sem ter que virar o mundo de pernas pro ar (em realidade ainda não sei em qual deles me encaixo porque estou sendo uma intra-empreendora na INNSPIRAL, abrindo uma filial da empresa no Brasil, e ao mesmo tempo estou empreendendo um projeto pessoal na área de educação).

Bom, queria compartilhar essa visão principalmente porque quero ouvir opiniões. Críticas e sugestões são bem-vindas, afinal não sou especialista no assunto, só estou tentando descobrir qual é o meu lugar no mundo! =)

"Quando uma pessoa se aceita como ela realmente é as coisas acontecem naturalmente"

9 comentários:

Anônimo disse...

Oi Marina, estou de acordo! Nao acho q o Mark Zuckerberg seja um referencial de empreendedor, ou pelo menos nao me identifico com ele, apesar de reconhecer os seus méritos. Concordo contigo totalmente no que expos no blog. E acho q vc nao precisa se catalogar em umtipo ou outro, mas contnue empreendendo da forma que te traga satisfação, sem cobranças mas realizada.
Acho q e isso e sucesso nos seus empreendimentos!
Bjo,
Conrado Piccin - AIESEC Alumni @ AIESEC Ambassadors Brazil

Diego Kawaoka Melo disse...

Oi Marina,

Achei legal vc tentar classificar empreendedores mas acho que é bem mais simples pensar nisso quando voce ve histórias já escritas, coisas que já aconteceram. Acho que na realidade o que define seu perfil, a tipoe de empreendedor que os outros vão te ver inserida, são as decisões que tomas em teu caminho, e essas decidões dependem de diversos fatores que muitas vezes essas pessoas que estão te classificando não sabem.

Por isso acho que na realidade o empreendedor é alguém que quer alcançar um sonho e que exitem infinitos tipos, sendo estes a intersecção da personalidade e dos problemas encontrados. Se inspire no fato deles terem empreendido mas faça tudo a sua maneira, acho que essa é a melhor opção :)

Nayara disse...

Uma coisa que eu acho legal de fazer é procurar características boas nas pessoas. Tanto em pessoas próximas, como colega de casa, parente ou amigo, quanto em grandes personalidades. A gente consegue aprender muitas coisas só de ver como uma reação é melhor do que a outra para determinada situação.

Não acredito que existam fórmulas. Cada pessoa tem algumas características básicas de estilo, mas parte do comportamento pode (felizmente) ser adaptado ao contexto.

NAYARA BORGES CAMPOS TONHATI disse...

Gostei bastante da sua reflexao, Ma! Isso me fez lembrar de um acontecimento recente. Ha algumas semanas estava realizando uma entrevista de trabalho e me perguntaram como eu definiria EMPREENDEDORISMO ou EMPREENDEDOR para mulheres de baixa formacao educacional.
Naquele momento tive que reduzir minha ideia de empreendedorismo a um conceito mais simples possivel e foi quando dei-me conta de que o empreendedor e alguem que tem uma ou varias ideias para solucionar determinado problema ou para saciar uma dada necessidade e e capaz de coloca tais ideias em pratica. Ou seja, empreendedor e uma mente criativa aliada a capacidade de realizacao, de fazer acontecer.
Esse perfil pode ser encontrado em um empregado que sempre contribui com novas ideias e as implementa bem como pode ser associado a alguem que cria seu proprio negocio.

Aline Mamede disse...

Ma,
Gostei muito da reflexão (já havíamos conversado bastante sobre isso, né?)
Mas eu concordo com a opinião da Nayara acima,com apenas uma modificação: empreendedor é aquele que tem um sonho/objetivo/plano e faz acontecer, mesmo se ele não for o "dono" da ideia. Tem muito de acreditar e realizar. E não se conformar com o status quo!
Beijos

Derland disse...

Muito legal seu blog e otimo, e muito criativo, se depois vocês quiser olhar o meu blog e dar a sua opnião eu ficarei muito grato: http://derlandreflexivo.blogspot.com/

Bárbara disse...

Marina!

Eu acho que os "tipos" de empreendedor podem ser tão variados quanto as personalidades das pessoas... cada um pode ser empreendedor do seu jeito, com as suas ideias e no seu "alcance"... pode ser mudando/fazendo algo grande no mundo, pode ser abrindo um negócio, pode ser mudando/melhorando sua empresa/seu ambiente de trabalho, pode ser mudando/melhorando sua vida... não importa!

Nayara: sei de qual entrevista tu tá falando! ;) E concordo contigo: o empreendedor é aquele que faz acontecer!

beijão pras 2!!

Nenis disse...

Olá, Mariana

Gostei do perfil "intra-empreendedor" que você citou no texto. Nunca tinha pensado num empreendedor por esse lado.

Por outro lado, acho que os opostos que você cita nos outros dois perfis resumem muito simplificadamente o que é um empreendedor. Isso é uma opinião pessoal minha, mas acho que o perfil de um empreendedor vai além de ele estar disposto a passar por cima de tudo e de todos ou não. Eu quando vejo perfis empreendedores, penso que um empreendedor pode ser mais criativo, mais workaholic, mais ousado, etc. Ser parecido com o Mark ou não pra mim é uma questão da ética de pessoa, e não acho que isso define seu perfil.

Mas gostei da oportunidade de refletir sobre o assunto.

Bjos

Gleyce disse...

Oi menina Marina!
Achei muito legal a sua reflexão. Tudo costuma vir dentro de uma caixa, uma receita pronta de como ser empreendedor e eu também acredito que não é bem por ai.
Não acho que dá para levar o filme The social network ao pé da letra pois eles construiram uma ficção baseada fatos reais. Tem certas nuances que com certeza fariam o Mark passar de vilão a mocinho. (Antes que eu continue, não tenho nada especialmente a favor do Mark...) Por exemplo, se eu mostrasse ele como um cara que sofria bullying e encontrou uma idéia da qual ele gostou aliada a uma chance de "fazer justiça" isso já mudaria a percepção sobre o "roubar a ideia" (até porque ele que desenvolveu todo o conceito) e se eu mostrasse que o Eduardo não entendia o modelo de negócios e ficou batendo na mesma tecla sem trazer resultados nem ajudar o Mark com o que realmente precisava ser feito talvez isso também ajudasse o Mark a parecer um empreendedor menos agressivo. É tipo Big Brother, ninguem é de todo mal ou bom e a edição vai determinar em grande parte quem são os bandidos e quem são os mocinhos....
Talvez eu tenha essa ressalva sobre o Mark porque vi no GlobalCampus os investidores tentarem levar a empresa totalmente pra outro lado (Eduardo, mas com controle da empresa!) enquanto o fundador queria fazer a ideia ser social e crescer antes de monetizar... Nessa história, porém, a empresa ficou com os investidores e ainda tem muita água a rolar nos tribunais para que, pelo menos, o investimento financeiro do fundador seja recuperado. Acredito que o GlobalCampus nunca vai cumprir a missão social de quando ele foi idealizado...

Sobre o roubar a ideia, eu concordo com a Aline - uma ideia não custa nada. Qualquer um pode ter. O que realmente importa é quem REALIZA, quem pensa nos detalhes e faz com que seja possivel que a ideia saia do mundo do faz de conta e se torne realidade.
Gostei muito do seu post e, como você, acho que estou nas mesmas categorias de empreendedor que você ;)
Abraços e até qq dia essa semana em Sampa!